O que são entidades Paramaçônicas?
Antes de respondermos a esta pergunta, se faz necessário, em primeiro lugar, definir a questão Entidades Paramaçônicas.Entendo que toda instituição, associação, entidade ou grupo de pessoas que seja formado, incentivado, patrocinado ou apoiado pela Maçonaria e que se dedique a trabalhar dentro dos princípios morais, éticos e libertários da Maçonaria é Paramaçônica. São inúmeras as entidades Paramaçônicas, tanto no Brasil quanto fora dele. Em sua maioria, não são vinculadas a nenhuma obediência maçônica, constituindo-se em entidades autônomas e independentes, mas que em seus regulamentos e estatutos e exigem a vinculação ou patrocínio de uma Loja Maçônica Regular ou de um Grupo de Maçons, não podendo elas trabalhar e realizar suas atividades e projetos sem a presença de um Mestre Maçom. Estas entidades dedicam-se aos mais variados objetivos, que vão desde a inclusão social de pessoas carentes, passando por creches, asilos, unidades de saúde, ensino extracurricular, ensino oficial, ações culturais, sociais e filantrópicas e de formação de jovens. Em algumas delas, há o impedimento de participação em razão do sexo, existindo entidades essencialmente masculinas ou femininas, sem, por isso, serem segregacionistas, pois suas atividades se assemelham. Existem também aquelas em que seus participantes devem obrigatoriamente ter parentesco maçônico, o que atualmente já se vem trabalhando para modificar. A grande maioria das Entidades Paramaçônicas que se dedicam a formação de jovens foram criadas nos Estados Unidos e se expandiram ao redor do mundo, sendo as mais conhecidas no Brasil a Ordem DeMolay, a Ordem Internacional das Filhas de Jó e as Meninas do Arco Íris. No Brasil, criada pelo Grande Oriente do Brasil, a Ação Paramaçônica Juvenil congrega em seus quadros membros do sexo masculino e feminino de qualquer procedência, não existindo a obrigatoriedade do parentesco maçônico. Para as mulheres e filhas maiores de maçons foram criadas a Ordem Internacional da Estrela do Oriente, cujos principais objetivos são desenvolver e dar suporte às atividades filantrópicas das Lojas Maçônicas, bem como receber as jovens oriundas dos Capítulos de Filhas de Jó e Assembléias
Antes de respondermos a esta pergunta, se faz necessário, em primeiro lugar, definir a questão Entidades Paramaçônicas.Entendo que toda instituição, associação, entidade ou grupo de pessoas que seja formado, incentivado, patrocinado ou apoiado pela Maçonaria e que se dedique a trabalhar dentro dos princípios morais, éticos e libertários da Maçonaria é Paramaçônica. São inúmeras as entidades Paramaçônicas, tanto no Brasil quanto fora dele. Em sua maioria, não são vinculadas a nenhuma obediência maçônica, constituindo-se em entidades autônomas e independentes, mas que em seus regulamentos e estatutos e exigem a vinculação ou patrocínio de uma Loja Maçônica Regular ou de um Grupo de Maçons, não podendo elas trabalhar e realizar suas atividades e projetos sem a presença de um Mestre Maçom. Estas entidades dedicam-se aos mais variados objetivos, que vão desde a inclusão social de pessoas carentes, passando por creches, asilos, unidades de saúde, ensino extracurricular, ensino oficial, ações culturais, sociais e filantrópicas e de formação de jovens. Em algumas delas, há o impedimento de participação em razão do sexo, existindo entidades essencialmente masculinas ou femininas, sem, por isso, serem segregacionistas, pois suas atividades se assemelham. Existem também aquelas em que seus participantes devem obrigatoriamente ter parentesco maçônico, o que atualmente já se vem trabalhando para modificar. A grande maioria das Entidades Paramaçônicas que se dedicam a formação de jovens foram criadas nos Estados Unidos e se expandiram ao redor do mundo, sendo as mais conhecidas no Brasil a Ordem DeMolay, a Ordem Internacional das Filhas de Jó e as Meninas do Arco Íris. No Brasil, criada pelo Grande Oriente do Brasil, a Ação Paramaçônica Juvenil congrega em seus quadros membros do sexo masculino e feminino de qualquer procedência, não existindo a obrigatoriedade do parentesco maçônico. Para as mulheres e filhas maiores de maçons foram criadas a Ordem Internacional da Estrela do Oriente, cujos principais objetivos são desenvolver e dar suporte às atividades filantrópicas das Lojas Maçônicas, bem como receber as jovens oriundas dos Capítulos de Filhas de Jó e Assembléias
das Meninas do Arco Íris quando completam sua maioridade, e as Fraternidades Femininas, que se dedicam às atividades de suporte e apoio a entidades assistenciais, de inclusão social, culturais e filantrópicas, sendo em sua grande maioria mantenedoras destas entidades.O Escotismo, maior organização juvenil do mundo, é também considerado como uma entidade paramaçônica, pois a grande maioria de seus Grupos é gerida, apoiada e patrocinada por Lojas Maçônicas. Um grande equívoco que se comete é considerar os Lowtons como entidade paramaçônica. Na verdade, o Lowton é o filho do maçom que é adotado por uma Loja Maçônica. Esta, por sua vez, assume o compromisso de ampará-lo e prepará-lo para a vida adulta. Portanto, a adoção de Lowton é uma instituição essencialmente maçônica e, infelizmente, como destaca José Castelani em seu artigo A importância da Adoção de Lowtons, “tem sido criminosamente abandonada pelas Lojas e para piorar o quadro, as poucas Lojas que, nos últimosanos, ainda têm promovido a adoção, têm, depois de uma belíssima cerimônia, deixado os lowtons largados à própria sorte, marginalizados e relegados ao limbo das coisas inúteis. Esqueceram-se, talvez, as Lojas — com raras exceções, que confirmam a regra — que dar assistência cultural, moral e espiritual a lowton, é preparar o maçom completo do futuro.” Para amenizar um pouco este quadro, alguns Orientes Estaduais do Grande Oriente do Brasil têm criado Lojas de Lowtons que visam suprir em parte a obrigação assumida pelas Lojas Maçônicas ao adotar estes Lowtons e, saliente-se, os trabalhos desenvolvidos nestas Lojas são motivos de elogios. Portanto, visto todos estes objetivos tão nobres que movem as Entidades Paramaçônicas, seria desnecessário qualquer comentário sobre o porquê de apoiá-las, já que estes motivos se encerram por si só em seus objetivos. Contudo, a título de argumentação, sabemos e entendemos que o trabalho maçônico, por excelência, consiste no aprimoramento e crescimento moral do maçom como ser individual, bem como a exata compreensão de seu papel no mundo. A dedicação ao estudo das Artes e das Ciências nos transforma em homens plenos em todas as suas dimensões, libertando-nos dos grilhões profanos e tornando-nos capazes de conceber o Divino, o Indizível, de sonhar, de termos visão, de termos a Força, a Sabedoria e o desprendimento de nos entregarmos a projetos aparentemente impossíveis, utópicos e belos, de concebermos a fraternidade leal, fruto da partilha do Desígnio, nos fazendo reconhecer os méritos e as virtudes dos nossos Irmãos, não potencializando e exacerbando os seus defeitos, usando o fole com cautela na forja, para que a ferramenta que lá se aperfeiçoa não enfraqueça por falta de atenção ou derreta por excesso dela. Desbastando a pedra bruta com a lealdade que a crítica exige, com a fraternidade que o sacrifício cultiva, com a generosidade a que partilhar o desígnio não é alheia, com o reconhecimento da força e inteligência para o fazer cumprir. Nossa consciência de que temos que, por obrigação, promover a transformação de nosso mundo, e que esta transformação passa necessariamente por reconhecermos seus vícios e encontramos as ferramentas para transformá-los em virtudes, é que nos faz reconhecer nas Entidades Paramaçônicas uma ferramenta em potencial para esta transformação. E ela está em nossas mãos para que, junto dos maços, cinzéis, trolhas, réguas, esquadros e compassos, nos auxiliem na construção de um mundo melhor.
Mãos à obra! Nossas cunhadas, sobrinhas, sobrinhos e os jovens de nosso mundo estão apenas esperando nosso apoio e incentivo para colocarem em prática todo o cabedal de formação que lhes proporcionarmos para que eles sejam os grandes agentes de modificação de nosso mundo.